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Guia de importação passo a passo: da cotação ao desembaraço

Um roteiro prático para importar da China ao Brasil, cobrindo habilitação, classificação fiscal, licenciamento, transporte e desembaraço aduaneiro.

Publicado em 14 de novembro de 2025·3 min de leitura

Antes de fechar a compra

Importar não começa no fornecedor. Começa na sua empresa. Antes de pagar qualquer proforma, confirme três pontos:

  • Habilitação no Radar (Siscomex): sua empresa precisa estar habilitada a operar no comércio exterior, na modalidade compatível com o volume estimado (Expressa, Limitada ou Ilimitada).
  • Classificação fiscal (NCM): cada produto tem um código NCM que define alíquotas de II, IPI, PIS, COFINS e o tratamento administrativo.
  • Tratamento administrativo: alguns produtos exigem Licença de Importação (LI) ou anuência de órgãos como Anvisa, Inmetro ou MAPA antes do embarque.

Errar a NCM é o problema mais comum e o mais caro. Ele afeta imposto, exigência de licença e risco de multa.

Passo a passo da operação

1. Cotação e Incoterm

Negocie o preço e defina o Incoterm. FOB e CIF são os mais usados na importação da China. No FOB, você assume o frete internacional e o seguro; no CIF, o fornecedor já os inclui no valor. Isso muda a base de cálculo dos tributos.

2. Licenciamento (quando aplicável)

Se o produto exige LI, registre o pedido no Portal Único antes do embarque nas situações de licenciamento prévio. Produtos controlados por LPCO seguem o fluxo de anuência do órgão responsável. Embarcar sem a licença exigida gera multa e trava a mercadoria no porto.

3. Embarque e documentos

Confirme os documentos que chegam com a carga:

  • Commercial Invoice
  • Packing List
  • Conhecimento de embarque (Bill of Lading para marítimo, AWB para aéreo)
  • Certificado de origem, quando houver acordo tarifário

Confira se a descrição da fatura bate com a NCM declarada. Divergência aqui atrasa o desembaraço.

4. Chegada e registro da declaração

Com a carga no recinto alfandegado, você registra a declaração de importação. Hoje o Brasil opera a transição da DI para a DUIMP, dentro do Portal Único. A declaração calcula os tributos e submete a carga à parametrização.

5. Parametrização e conferência

Após o registro, a carga cai em um canal:

| Canal | O que acontece | |-------|----------------| | Verde | Desembaraço automático | | Amarelo | Conferência documental | | Vermelho | Documental e física | | Cinza | Análise de valoração aduaneira |

6. Pagamento de tributos e desembaraço

Os tributos federais são debitados no registro da declaração. O ICMS é estadual e precisa estar recolhido ou garantido para liberar a mercadoria. Após a conferência, sai o desembaraço e a carga pode ser retirada.

Prazos e custos que pegam quem é novo

  • Demurrage e detention: cobrança do armador pelo uso do contêiner além do prazo livre. Some rápido.
  • Armazenagem: cobrada pelo recinto por período. Quanto mais tempo a carga fica parada, maior a conta.
  • Câmbio: o fechamento da moeda para pagar o fornecedor tem custo e variação. Trave a taxa quando fizer sentido para o seu fluxo.

Planeje o cronograma de trás para frente, a partir da data em que você precisa do produto disponível.

Fechando a conta

A parte que mais consome tempo é reunir NCM, alíquotas, câmbio e despesas em um único número confiável de custo. Um sistema feito para a operação, como o Kadmoon, calcula isso a cada cotação e evita o retrabalho de planilha. Veja como estimar antes de comprar na calculadora de custo de importação.

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